| ... E ela decidiu continuar caminhando, por mais que aquilo tudo a deixasse confusa e com medo, decidiu caminhar sem destino, sem idéia do que ia acontecer, e do que poderia fazer. Um pingo de chuva caiu em seu ombro nu, e sentiu-se desprotegida. Estava sozinha, num dia escuro, onde todas as nuvens tapavam o céu que já fora azul. Sentiu um arrepio. Não conseguia ficar tão dependente da própria sorte, ou de um destino que mal sabia se existia. Na verdade simplesmente não sabia o que sentir. Pensou em todos os bons momentos que vivera, e encostou seu corpo vazio numa parede gelada, que com certeza já presenciara muitas coisas. Sempre ouviu dizer que as paredes tinham vida. Queria que aquela tivesse. Só assim poderia explicar o quanto se sentia perdida num mundo tão grande como aquele. |