Katatonia - UOL Blog
O sepulcro a que a vida nos é destinada nos torna a cada dia seres mais iludidos. O eterno confronto com a ferida da felicidade, indo embora quando menos se espera, sua ausência nos traz a única certeza de que somos seres condenados a eterna ignorância e destinados à própria destruição. Nos torna pessoas frias por dentro, de pensamento, coração e essência vazios.
ESCADA RETÓRICA

"Encontra-se desaparecido. Se está desaparecido, como é que se encontra? Pois se se encontrou, deixa-se de desaparecer. Não seria melhor colocarem no aviso só 'desaparecido'"?
"É".
"Mas pode ser reflexivo, talvez. Se dizemos que ele se encontrou, podemos estar nos referindo ao problema da identidade: desencontros existenciais. Ele se perdeu e acabou se encontrando. Confere?"
"Hum-rum."
"Mas se ele se encontra, resolve seus questionamentos existenciais, mas continua desaparecido, o problema continua — não?"
"Sim."
"A menos que ele tenha se encontrado, mas prefira continuar desaparecido. Para poder curtir melhor, na solidão, a magnitude da auto-descoberta. "
"É."
"Isso. Nosso desencontrado acabou se achando e, na solidão, saboreou o esplendor de si mesmo."
"Sei.”
"Eu, por exemplo, me vejo em um questionamento existencial. Estou tentando a todo custo me encontrar: não sei se sou personagem de carne e osso ou uma mera escada retórica para sejam desfiadas, através de mim, as suas elucubrações sobre este cartaz de 'Encontra-se Desaparecido' à nossa frente - e você fique aí, só nessas respostas comodamente monossilábicas."
Pausa.
"Hum-rum."

Você existe?
Se considerarmos a existência como a consciência plena das
causas de nossas escolhas, ações e crenças sobre o meio em que vivemos,
categoricamente somos levados a compreender que a maior parte da população
não existe. Pois todas essas pessoas não vivem para dar lugar e prioridade
as suas escolhas e pensamentos, mas sim, para seguir, consumir, aceitar e
acreditar nas verdades que outros dizem, ou melhor, redizem. Seguir a ordem
estabelecida (as leis do Estado), consumir os produtos e comportamentos
ditados pela moda ou acreditar em Deus. Sim, pois até nossa crença, o que
temos de mais pessoal, também nos é imposto, embora sutilmente. Poucas
pessoas se deram conta de que acreditam em um Deus, ou praticam uma
religião, por pura comodidade, porque desde cedo são ensinadas a agir e
pensar igualmente a todos. São induzidas a acreditar que existe Deus (ou um
determinado Deus) sem nunca, por força própria, procurarem com seus
próprios olhos a essência desse Deus, tão glorificado e aclamado, mas tão pouco
compreendido. Então, de acordo com essas pessoas, não se pode compreender
Deus, apenas se sentir e crer, sendo assim, todo absurdo pode ser
justificado. Portanto, continuam esses pobres humanos tendo suas vidas
guiadas e prontos para seguir novamente o grito de algum líder louco, que,
em nome de Deus, da família e da nação, professa a guerra. Por isso
concluímos que grande parte das pessoas não existe, pois nesses seres sua
própria vontade e escolhas, o seu Eu, não existe. Mas aí você pode se
perguntar: se esses seres não existem, então o que eles são? São produtos,
máquinas preocupadas com seus estudos, seus trabalhos, suas vidas. -
Estudo?
Esses humanóides não estudam para serem inteligentes, sábios, capazes de
mudar seu meio de forma extraordinária, mas sim para ser mais um
eficiente funcionário, pronto para produzir fabulosos lucros para seus
patrões. - Trabalho? Nele esses seres não passam de um simples número, que
está prestes a ser despedido, que, com o avanço tecnológico, em pouco
tempo se tornarão um gasto desnecessário, pois os lucros devem sempre
aumentar. - Vida? A vida a essas pessoas não pertence, mas sim a um
Estado, que quer dos cidadãos impostos e obediência, para usá-los como meio de
manobra política e econômica; a um patrão, que quer dos empregados mais
trabalho em troca de um salário que pouco corresponde a sua produção e a um
Deus, que quer esses homens para fazer deles pecadores rendidos, servos de
sua glória e magnitude incompreensíveis.
Agora você deve se perguntar: como serão os seres que realmente
existem? São pessoas que possuem personalidade própria e não fabricada. Ou
seja, eles não aceitam ou acreditam em algo porque dizem que é certo, mas
sim acreditam naquilo que, de fato, possua correspondência profunda com a
realidade. Para esses seres nada é absoluto, pois a realidade não é
absoluta e única, mas diversa e que se modifica a cada instante, o que faz
deles seres diversos, no que diz respeito aos seus comportamentos. Suas
crenças não são aceitas de forma passiva, mas são compreendidas,
aprofundadas, modificadas e passíveis de renovação. Esses seres não são
lineares, são curiosos e sempre dispostos a ouvir e refletir sobre uma nova
forma de pensar e encarar o mundo.


.:.:. Ceticismo, Cinismo. Sarcasmo, Orgasmo.

Com essas palavras dá pra se fazer uma revolução .:.:.

Já quis ser astronauta, violinista, mágica e trapezista. Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora. Já passei trote por telefone, já tomei banho de chuva e acabei me viciando. Já roubei beijo. Já fiz confissões antes de dormir num quarto escuro pro melhor amigo. Já confundi sentimentos, peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido.

Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro, já chorei ouvindo música no ônibus. Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de se esquecer. Já subi escondida no telhado pra tentar pegar estrelas, já subi em árvore pra roubar fruta, já caí da escada de bunda. Conheci a morte de perto, e agora anseio por viver cada dia.

Já fiz juras eternas, já escrevi no muro da escola, já chorei sentada no chão do banheiro, já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante. Já saí pra caminhar sem rumo, sem nada na cabeça, ouvindo estrelas. Já corri pra não deixar alguém chorando, já fiquei sozinha no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só.

Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado, já me joguei na piscina sem vontade de voltar, já bebi uísque até sentir dormentes os meus lábios, já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar. Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial.

Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar. Já apostei em correr descalça na rua, já gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme jardim. Já me apaixonei e achei que era para sempre , mas sempre era um "para sempre" pela metade. Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol, já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão.
Estranho... um comentário simplesmente sumiu... (puf!) eita porra! Eu mereço... e a semana ainda tá só começando...
Um minuto no dia enluarado

I die a little every day/ I die a little anyway...

I don't wanna live here. I don't wanna cry no more. I don't wanna die no more. Não sei viver de outro jeito que não seja do meu jeito. Não preciso nem quero ser como vc. Não me importa o que vc pensa de mim, não me importa suas idéias malditas da tua alma podre cretina e mente doentia. Todo esse seu jeito hipócrita e mesquinho me enoja. Nojo! Repugnância!

Deus não existe, o amor tbm não. Não me importo com a pútrida sociedade, tampouco com seus problemas. Não quero seu bem ao entardecer.

Vc não significa nada. É mais uma vidinha medíocre que não serve pra porra nenhuma, senão para constituir essa massa social nojenta. Tô cansada das rimas, das mesmas luzes que piscam lá fora na cidade, não gosto do jeito que vc corta a cenoura, não quero seus consolos bestas e inúteis.

Acontece que nem sempre vc está bondoso com o mundo, nem ele com vc. Tem dia que eu acordo que eu quero mais é que se foda. E eu tô cansada. CANSADA! Sendo solidário com os outros, pensando em nunca magoá- los, vc mesmo acaba se magoando. Não quero saber o que vc pensa nem o que sente. Não quero ouvir seus gritos e sussurros na calada da noite enquanto eu tento dormir.

Não me interessa o trono, reinado e histórias hereditárias. Tô de saco cheio da sua voz tentando ganhar um pouco da minha atenção. Então, vc se acha desprezível, vc sofre?? Foda- se, não me importa.

Tudo que importa agora é ficar sozinha, colocar um black visceroso para rodar e entrar em decomposição. Enquanto vc tenta saber o pq da atitude alheia humana, ou como que a formiga carrega folhas tão grandes.

Quero os sentimentos mais amargos do universo, quero perfurar seu pulmão, os rins e o coração. Quero furar seus olhos com pontas bem afiadas e arrancar sua íris. Desejo a perdição do mundo, o desespero das pessoas e o ódio.

Não quero saber de justificativas. Não há volta nem retorno.

Quero cutucar seus defeitos, incomodar sua vida, tirar seu sono tranqüilo, perturbar sua mente, corroer seu coração e conturbar seu ego. Vc fede por dentro.

.:.Quanto mais você conhece uma pessoa, mais essa pessoa se torna uma estranha para você.:.

*FINGIR SER SIMPÁTICO DeFoRmA O ROSTO*

Comigo me desavim,

sou posto em todo perigo;

não posso viver comigo

nem posso fugir de mim.

 

Com dor, da gente fugia,

antes que esta assim crescesse;

agora já fugiria

de mim, se de mim pudesse.

Que meio espero ou que fim

de vão trabalho que sigo,

pois que trago a mim comigo,

tamanho imigo a mim?

Viver é ter a incerteza de um amanhã...

Vida corrida, rotina, dias ocupadíssimos, logo tão curtos, adiamento de compromissos, esquecimento, falta de tempo, de conversa e de dormidas. Sem tempo pra pensar, nem sentir saudades. Vivendo robotizada sem saída. Sem saída... sem saída...

Vida corrida...

O dia em que a cidade parou...

Não foi um fenômeno, não. Foi algo mais que natural, como se todos já soubessem, previssem o que estava para acontecer, mas nada era comentado. Foi um dia normal; na verdade a cidade foi parando aos poucos, teve todo um processo antes da pausa final.

A velhinha de cabelo totalmente branco como a neve tricotava no canto da sala vazia, sentada ao lado da janela. Na rua ninguém, apenas os desabrigados deitados sobre a calçada cheia de panos remendados.

A jovem dormia seu sono tranqüilo no sofá da sala. A tv ligada num programa de jogos qualquer. Não faz frio lá fora, e nem calor. O tempo não tem forma e tudo me remete a um passado remoto tremendo. Oh, tudo é tão nostálgico!

O café da tarde fresquinho te espera na mesa da cozinha.

Não: não quero nada.
Já disse que não quero nada.
 
Não me venham com conclusões!
A única conclusão é morrer.
 
Não me tragam estéticas!
Não me falem em moral!
Tirem-me daqui a metafisica!
Não me apregoem sistemas completos, não me enfileirem conquistas
Das ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!) ­
Das ciências, das artes, da civilização moderna!
 
Que mal fiz eu aos deuses todos?
 
Se têm a verdade, guardem-na!
 
Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica.
Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo.
Com todo o direito a sê-lo, ouviram?
 
Não me macem, por amor de Deus!
 
Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável?
Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa?
Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.
Assim, como sou, tenham paciência!
Vão para o diabo sem mim,
Ou deixem-me ir sozinho para o diabo!
Para que havemos de ir juntos?
 
Não me peguem no braço!
Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho.
Já disse que sou sozinho!
Ah, que maçada quererem que eu seja de companhia!
 
Ó céu azul ­ o mesmo da minha infância ­,
Eterna verdade vazia e perfeita!
Ó macio Tejo ancestral e mudo,
Pequena verdade onde o céu se reflecte!
Ó mágoa revisitada, Lisboa de outrora de hoje!
Nada me dais, nada me tirais, nada sois que eu me sinta.
Deixem-me em paz! Não tardo, que eu nunca tardo ...
E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho!
 
                          Álvaro de Campos, Lisbon Revisited

Doze horas

Começam minhas 12 horas de suplício. Todo dia é assim: 12 horas dormindo, 12 vegetando. Mas qual é a diferença? Estou sobre uma cama, nada em mim se move, só a cabeça. A cabeça não, a mente, porque aquela coisa presa em cima do pescoço, aquilo é tão inútil quanto o resto.

Lá dentro sim, há algo em mim que voa, vai longe. Vovô, primo Carlos, Benedito, prima Luísa, Márcio, todos eles desfilam pela minha cabeça, minha mente, uma procissão de gente que amei e já morreu. Estarei morta também? Ainda resta em mim algo para amar?

Doze horas acordada, 12 dormindo. Mas como saber a diferença? Quando estou mais lúcida, quando vejo meu corpo cheio de tubos e fios por onde entram e saem coisas ou quando vejo prima Luísa, rindo daquele jeito cheio de dentes que ela tinha, me chamando pra brincar?

Abro os olhos e vejo a floresta de tubos e drenos. Quero chorar, tenho pena de mim, mas drenaram também minhas lágrimas. Sinto hoje que a vida é como um emaranhado de trilhas no meio da mata fechada. Algumas levam mais rápido ao abismo, noutras se demora mais, mas o abismo está ali, no final de qualquer uma.

Sei onde estou agora: sentada à beira do abismo, balanço meus pés sobre o precipício. Morrer, no fim das contas, é um ato de vontade própria. A gente, no fundo, não morre, apenas desiste de viver. Lembro direitinho de quando vovô desistiu. Disse "eu já vivi demais, ninguém na minha família viveu tanto"e aí demorou pouco para o derrame, as semanas no hospital e a morte.

Não posso reclamar da vida. Bebi, fumei, transei, amei muito, escrevi dois livros - nenhum fez sucesso - plantei várias árvores, algumas que sobreviverão a mim. Vivi mais do que devia, penso agora, como meu avô. Mas estou acordada ou dormindo, qual turno de 12 horas é agora? La vida és sueño, escreveu Calderón de La Barca - pensava, em criança, que esse nome só podia ser uma piada, ninguém se chama caldeirão da barca. Mas de que lado está o sonho, para mim? Ou ainda, que parte do meu dia ainda é vida?

"O que é melhor", perguntou certa vez o primo Carlos numa mesa de bar, "ficar lúcido e preso a uma cama ou alienado e com o corpo em perfeito estado?". Na época, escolhi a primeira opção, me apavorava ficar alheada de tudo, não poder ler os meus livros, perder a memória. A mente acima de tudo.

Hoje, transformada na cobaia de um teste pseudo-existencial entre bêbados, sei que qualquer resposta é como escolher qual joelho o gangster deve quebrar com uma marreta. Não há opção melhor, as duas são ruins, a sua vida será sempre a metade com qualquer uma delas. Mas em qual metade estou agora? Acordada ou dormindo? Que parte em mim se alienou?

Tantas perguntas. Words, words... Benedito ria das minhas perguntas. Capinando o mato alto da fazenda, ele dizia "Ocê pregunta dimais, vai sê dotô", naquele jeito estropiado de falar. "A vida, mocinho, é como um rio: tem hora com pedra, que machuca as costa e a cabeça, tem hora que alarga e corre em silêncio. Uma coisa é sempre igual, a correnteza é forte dimais pra nóis lutá. É priciso aprendê a boiá e deixá o rio mostrá o caminho pra gente. Purque, no final, vai tê sempre o mar".

Benedito sempre usava a metáfora da vida e do rio. Não sei se é boa ou não, ele certamente não leu Heráclito, panta rei. Mas viveu muito, e bem, e encontrou seu oceano já passado dos cem, cercado dos filhos, netos, bisnetos, amado, querido. Eu estou aqui, cercada de médicos, enfermeiras, atendentes, gente que espera apenas que eu vá embora para esvaziar a cama para mais um.

Pisco os olhos, viro de lado, e vejo Márcio acordado, os olhos azuis brilhando mesmo na penumbra do quarto. "Dorminhoca", ele brinca, "Pensei que não ia acordar mais. Doze horas!". De que lado estou agora? Não sei, mas é aqui que quero ficar.

Funk Black Metal (!?)

Dança do Pentagrama Invertido 

(Professor Aquaplay (MC Abutre) e MC Carniça)

Do fogo das trevas, Satanás quer vomitar
A dança do pentagrama agora eu vou te ensinar
Mãozinhas pra cima, carinha de malvado
A dança do pentagrama é a moda do diabo

Corta os pulsos, desenha o pentagrama
Acende as velas pretas porque Satanás te ama
Pode ser Satã, Belzebu ou Ferrabrás
O que importa é o demônio, seu nome tanto faz
Sapo morto, com a boca costurada
Invoca o cramunhão nessa tal de encruzilhada
Galinha preta, com pinga de do mal
A dança do pentagrama é desgraça de geral.

Pare! O diabo se faz presente nesse bonde malévolo. A desgraça é trazida a nós pelo cabrito satânico. Quero ver os Bréqui Mérou com a mãozinha pra cima e adorando o cramunhão.

Satanás impera nessa data desgraçada
Com Emperor ou Burzum, a cabra preta é invocada
Eu vi Jesus Cristo, morto e crucificado
Na bosta de Satã ele tava afogado
Ave Maria, cheia de graça
Dá um tiro de escopeta nessa santa de bagaça
Mãe de Jesus, eu tirei o seu cabaço
Com um martelo de pedreiro preso num cabo de aço

Acabou. Fiquei sem. Alguém precisa ir pegar. Preciso de grupo de ajuda? Como vou ficar sem?

Agonia, azia, insegurança.

Vou ao supermercado e encho o carrinho de amor. Em flocos enlatado, moído, solúvel. Ah sim, o amor é perfeito quando é solúvel.

Volto ao que era.

que esqueçam de como se irriga as sementes da raiva cotidiana e lembrem de regar com amor os gira-sóis a cada anoitecer do avesso...
Como eu já disse racismo é burrice
E se você é mais um burro
Não me leve a mal
É hora de fazer uma lavagem cerebral
Mas isso é compromisso seu
Eu nem vou me meter
Quem vai lavar a sua mente não sou eu
É você

Gritos. Tiros. Mortes. Desespero. Assaltos, assassinatos, seqüestros, estupros, reféns. Reféns da própria vida, reféns da própria morte. É tanta sujeira, tanta nojeira que eu nem sei o que pensar, nem para onde correr. Não há mais pra onde correr, a violência contaminou todos lugares. Ao acordar, tudo que sinto é o cheiro dos cartuchos de pólvora queimada da noite anterior.

Todo dia quando abro os jornais tenho vontade de vomitar, todo dia!

E tudo isso pq? Por causa dos interesses corruptos alheios!

Ou pelos seus...

Pq eu quero ser perfeita, mas sei que é impossível.

"Não há perfeição, nos tornamos iguais/Condenados e mortais"

Liberte- se, vc não é um estereótipo!

Paradoxos

Pq eu tenho dentro de mim sentimentos indesejáveis da parte da minha pessoa. Pq eu gosto muito de vc, embora não goste do que vc seja. Pq eu sou ciumenta e egoísta, mas não quero te prender. Não quero que um dia vc olhe para trás e veja que perdeu muito tempo comigo. Não quero admitir que tenho sentimentos tão feios e banais, e é difícil colocar pra fora o que eu tenho vergonha de mim. Não quero causar problemas, não quero ser uma pessoa possessiva e maluca, não mais uma.

Pq eu sei q vc gosta de mim, mas não tenho certeza. Pq eu não consigo mostrar o quanto eu gosto de vc e o quanto eu não gosto.Pq eu não consigo mostrar o quanto vc é importante pra mim.

Pq eu chutei minha vida pro escanteio e acho que não vale a pena nada. Pq eu enjoo fácil das coisas. Pq eu me apego muito a tudo. Pq eu tenho saudade do passado e vivo dele. Pq eu tenho nojo de tudo que já passou.

A verdade machuca e dói muito.

Pq eu não quero que vc me procure, mas quero que saiba de mim.

Eu só queria que eu fosse uma pessoa realmente especial.

Não, eu não gosto de Pitty... mas essa música ficou na cabeça, mais por causa da letra.

(...)
Me vem logo aquele cheiro
Que passa de você pra mim
Num fluxo perfeito
E enquanto você conversa e me beija
Ao mesmo tempo eu vejo
As suas cores no seu olho, tão de perto
Eu me balanço devagar, como quando você me embala
O ritmo rola fácil, parece que foi ensaiado


E eu acho que eu gosto mesmo de você
Bem do jeito que você é


Eu vou equalizar você
Numa frequencia que só a gente sabe


Adoro essa sua cara de sono
E o timbre da sua voz
Me dizendo coisas tão malucas
E que quase me mata de rir
Até parece que você já tinha
O meu Manual de Instruções
Porque você decifra os meus sonhos
Porque você sabe o que eu gosto
E porque, quando você me abraça, o mundo gira devagar


E o tempo é só meu e ninguém registra a cena
De repente vira um filme, todo em camera lenta
E eu acho que eu gosto mesmo de você
Bem do jeito que você é

Estava aqui sentada, cumprindo minha rotina virtual bááásiica e, como de costume, fui dar uma passada no blog do Zeck. Eis que, logo de cara, me deparo com uma imagem dedicada a mim feita por ele!!! Foda, foda, muito foda! Foi a única coisa que fez o meu dia valer a pena... eu que ando tão tristonha fiquei suuuuper- hiper- megaaa feliz! To evitando colocar imagens aqui (por causa do espaço que já deu problema), mas essa eu não poderia deixar de postar!

Ah, sem contar com os milhaaaares de desenhos que ele postou no mesmo dia. Muito lindos, ele desenha muito bem!

Sobre a figura, o que mais tem a ver é o ar "revoltado", a cor usual da roupa, o brinco (boa sacada), cor dos olhos e do cabelo... considerando que a gente nem se conhece rs...

Enfim, sem comentários! Simplesmente fantástico! Valew Zeck!

I just want you to leave me alone

E hoje eu to triste pra porra! Não sei o que acontece, eu estava tão bem e no outro minuto já estava aos prantos à noite. Não sei não sei, é tudo muito confuso e complicado. É como um círculo que nunca acaba e volta sempre ao mesmo lugar. Muita insegurança, muito medo. To triste, mas sem razão para estar, e daí? Quando será que isso vai passar? Não sei, talvez nem passe e eu tenha que aprender a lidar com isso.

Não sei o que vc espera de mim. Não sei mais como confiar nas pessoas. Não sei quando. Nem onde, nem como. Não sei onde está aquela menina brilhante. Não sei onde meus cadarços foram parar. Muito menos o juízo.

Po, é foda. Eu gosto de muita coisa aqui. Mas é muito foda.

I hate my life, I want to die.

Obs: Sim, eu deletei meu último post, tinha dado pauuu




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